18/05/2014 18:02 par Sinfonia

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18/05/2014 18:01 par Sinfonia

 

Esta palavra Saudade

Sete letras de ternura

Sete letras de ansiedade

E outras tantas de aventura

Esta palavra Saudade

A mais bela e a mais pura

Sete letras de verdade

E outras tantas, de loucura

Sete pedras, sete cardos

Sete facas e punhais

Sete beijos que são dados

Sete pecados mortais

Esta palavra Saudade

Doi no corpo devagar

Quando a gente se levanta,

Fica na cama a chorar

Esta palavra Saudade

Sabe a sumo de limão

Tem um travo de amargura,

Que nasceu no coração

Ai palavra amarga e doce

Estrangulada na garganta

Palavra com se fosse

O silêncio, que se canta

Meu cavalo imenso e louco

A galopar na distância

Entre o muito e entre o pouco,

Que me afasta da infância,

Esta palavra Saudade

é a mais prenha de pranto,

Como um filho que nascesse

Por termos sofrido tanto

Por termos sofrido tanto

é que a Saudade esta viva

São sete letras de encanto

Sete letras por enquanto,

Enquanto a gente for viva

Esta palavra Saudade

Sabe ao gosto das amoras

Cada vez que tu não vens,

Cada vez que tu demoras

Ai palavra amarga e doce,

Debruçada na idade

Palavra como se fossemos

Resto de mocidade

Marcada por sete letras

A ferro e a fogo no tempo

Ai, palavra dos poetas

Que a disparam contra o vento

Esta palavra Saudade

Doi no corpo devagar

Quando a gente se levanta

Fica na cama a chorar

Por termos sofrido tanto

é que a Saudade esta viva

São sete letras de encanto

Sete letras por enquanto,

Enquanto a gente for viva

 

 

 

Ary Dos Santos, Sete letras- Enquanto a gente for viva.

 

 

 


18/05/2014 17:38 par Sinfonia

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18/05/2014 17:30 par Sinfonia

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18/05/2014 17:18 par Sinfonia

 

Agarro a madrugada

Como se fosse uma criança

Uma roseira entrelaçada

Uma videira de esperança

Tal qual o corpo da cidade

Que manhã cedo ensaia a dança

De quem por força da vontade

De trabalhar nunca se cansa.

 

Vou pela rua

Desta lua

Que no meu Tejo acende o cio

Vou por Lisboa maré nua

Que se desagua no Rossio.

 

Eu sou um homem na cidade

Que manhã cedo acorda e canta

E por amar a liberdade

Com a cidade se levanta.

 

Vou pela estrada

Deslumbrada

Da lua cheia de Lisboa

Até que a lua apaixonada

Cresça na vela da canoa.

 

Sou a gaivota

Que derrota

Todo o mau tempo no mar alto

Eu sou o homem que transporta

A maré povo em sobressalto.

 

E quando agarro a madrugada

Colho a manhã como uma flor

A beira magoa desfolhada

Um malmequer azul na cor.

 

O malmequer da liberdade

Que bem me quer como ninguém

O malmequer desta cidade

Que me quer bem que me quer bem!

 

Nas minhas mãos a madrugada

Abriu a flor de Abril também

A flor sem medo perfumada

Como o aroma que o mar tem

Flor de Lisboa bem amada

Que mal me quis que me quer bem!

 

 

 

Ary Dos Santos, Um homem na cidade.

 

 


18/05/2014 16:39 par Sinfonia

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18/05/2014 16:37 par Sinfonia

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